AECT Rio Minho aprova contas de 2025 e capta quase quatro milhões de euros para o território

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho aprovou, por unanimidade, a Prestação de Contas e o Relatório de Atividades de 2025, na Assembleia Geral realizada a 22 de abril, em Valença. O exercício confirma a solidez do trabalho desenvolvido pela entidade e um novo impulso na sua atividade ao serviço dos 26 municípios das duas margens do rio Minho.

No plano financeiro, o agrupamento fechou 2025 com resultados positivos: um resultado líquido de 91.743,96 euros e um saldo de gerência de 177.881,65 euros. O dado mais expressivo foi, no entanto, a capacidade de captação de investimento para o território, estimada em cerca de 3.971.152,48 euros, associada à aprovação de projetos estruturantes com impacto nos próximos anos.

Para José Manuel Vaz Carpinteira, diretor do AECT, a aprovação unânime das contas e do relatório de atividades “reflete não só o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de 2025, mas também a confiança dos membros no percurso e na capacidade da instituição para continuar a gerar valor para o território”. “Entramos agora num novo ciclo com bases sólidas, uma estratégia clara e projetos estruturantes em implementação”, sublinha o responsável.

Entre esses projetos, destacam-se o ECOFRONT_MINHO, orientado para a gestão das infraestruturas verdes e a valorização do património natural do rio, com vista à futura candidatura à Reserva da Biosfera Transfronteiriça da UNESCO, e o projeto RIBEIRAS VIVAS que aposta na requalificação ambiental dos rios Minho e Lima e na promoção da mobilidade sustentável através de uma rede de percursos (ciclovias, ecovias e trilhos), também conhecida como o Anel Verde.

No domínio do turismo, o VISIT_RIO_MINHO_PLUS avança na estruturação de uma oferta turística comum para todo o território, com produtos estratégicos nas áreas das rotas históricas e fortalezas, da gastronomia e enoturismo e da natureza e paisagem.

O AECT reforçou ainda a sua projeção internacional, através da participação em redes e projetos europeus, como o IURC, o RESPIRA e iniciativas de governação, consolidando o território como referência na cooperação transfronteiriça.

A sessão foi também marcada pela discussão dos desafios estruturais do rio Minho, nomeadamente ao nível ambiental e da navegabilidade. Os membros da Assembleia Geral sublinharam a persistente ausência de respostas políticas conjuntas por parte de Portugal e Espanha e apelaram a uma atuação coordenada entre os dois Estados.